Tempo
|
A+ / A-

Presidenciais 2021

Marcelo desiste de adiar eleições

12 jan, 2021 - 22:48 • Eunice Lourenço , Paula Caeiro Varela

Presidente da República acredita que já não há tempo para a Assembleia da República fazer uma revisão constitucional que permita adiar as eleições.

A+ / A-

“Cheguei à conclusão de que não há condições para a Assembleia da República avançar para uma revisão constitucional que permitisse o adiamento” das eleições presidenciais, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República e candidato a um novo mandato, no debate entre todos os candidatos, que decorreu esta terça-feira à noite na RTP.

Marcelo, que participou à distância, reconheceu, assim, que ainda esta terça-feira, nas conversas que manteve com os partidos, tentou perceber se havia possibilidade de consenso para uma revisão constitucional de urgência, que permitisse alterar prazos.

Não só nenhum partido a defendeu, como nenhum se mostrou disponível para tomar a iniciativa ou participar num consenso tão alargado que permitisse encurtar muito os prazos da revisão. E essa revisão é necessária a Constituição deixasse de impor a posse do Presidente a 9 de março e a sua eleição nos 60 dias anteriores ou permitisse abrir uma exceção a essas regras.

“Temos todos de fazer tudo para que não haja abstenção”, pediu o Presidente, que participou a partir da sua casa, em Cascais.

O candidato Vitorino Silva, contudo, acha que é preciso tirar consequências da abstenção e defende que um Presidente não deve tomar posse se houver mais de 50% de abstenção nas eleições presidenciais. “Teria vergonha”, disse Vitorino Silva, que desde cedo começou a alertar para o perigo que seria fazer estas eleições em janeiro, num contexto de pandemia,

“Estamos num ponto de não retorno”, resumiu o candidato da Iniciativa Liberal, Tiago Mayan Gonçalves, lamentando que não tivesse maior capacidade de previsão por parte do Estado.

O eventual adiamento das eleições foi o primeiro tema deste debate com todos os candidatos. O primeiro a falar foi o candidato e líder do Chega, André Ventura, que reconheceu que toda a situação provocada pela pandemia coloca grandes dificuldades à campanha, mas defendeu que não haveria qualquer hipótese de adiamento.

Ana Gomes, que à tarde tinha admitido o adiamento devido ao agravamento da pandemia, voltou a dizer que não defende esse adiamento, mas que o aceitaria. “Uma eleição democrática não pode ser uma coroação”, disse a candidata que ficou mais preocupada com a situação depois de ouvir os especialistas que falaram de manhã no Infarmed.

Quem também ouviu os especialistas foi João Ferreira, o candidato comunista que disse que não os ouviu falar em adiamento de eleições e rejeita embarcar em alarmismos. Já Marisa Matias considera que é obrigação do Governo criar “as condições necessárias para votar em segurança” e obrigação de todos apelar ao voto. A candidata bloquista manifestou-se otimista na afluência às urnas, tendo em conta o número de inscritos para votar por antecipação, no dia 17.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • EU
    13 jan, 2021 PORTUGAL 11:41
    Depois de ouvir TODOS os Candidatos(a)s e para mim terá sido a última vez apetece-me dizer o seguinte. O FOCO PRINCIPAL deste e dos outros foi o SNS. Só PÚBLICO defendem os Candidatos de Esquerda. Misto defendem os outros. Pois bem. Ontem ficamos a saber que para os DEFENSORES do Público o grande problema é que aos Profissionais da saúde não lhes é ATRIBUÍDA remuneração para que os mesmos possam ter DEDICAÇÃO exclusiva nos Serviços Públicos. Devido a isso vão, segundo o pensamento DESTES, para outras paragens. Vejamos então como nada mais ERRADO está o pensamento dos Candidatos de Esquerda. Os Hospitais Privados teem ao seu serviço, principalmente, Médicos e na grande maioria ESPECIALISTAS do PÚBLICO. Nos Hospitais Públicos já antes da PANDEMIA as listas de espera para certas ESPECIALIDADES estavam com ATRASOS de mais QUATRO ANOS e continuam a aumentar. Estes Especialistas que não conseguem reduzir esses atrasos prestam também serviço nos H.Privados. Mas o engraçado é que nos H.Privados para ESSES SENHORES ESPECIALISTAS marcam consulta no PRÓPRIO DIA. Assim sendo onde estará a RAIZ do PROBLEMA. Estará no VENCIMENTO desses Profissionais? Estará no VOLUME de Utentes? Os Senhores Candidatos teem agora a OPORTUNIDADE de se inteirarem da VERDADEIRA razão para que isto aconteça. Se QUISEREM EU estou DISPONÍVEL para Vos dizer o que VERDADEIRAMENTE SE PASSA. Mas o BONITO disto é que ESSES ESPECIALISTAS são Cidadãos de ESQUERDA. Sim de Esquerda. Saúde para todos.

Destaques V+