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​Santana diz "não" a Lisboa, mas deixa porta aberta a outros voos políticos

17 dez, 2020 - 18:54 • Pedro Mesquita , Paula Caeiro Varela

Várias fontes confirmam à Renascença que Pedro Santana Lopes pode, efetivamente, vir a ser candidato autárquico com o apoio do PSD, mas fontes próximas reconhecem que o mais natural seria a Figueira da Foz, onde também foi autarca,

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Santana Lopes em declarações a Pedro Mesquita
Santana Lopes em declarações a Pedro Mesquita
Santana Lopes em declarações à Renascença

Pedro Santana Lopes não vai entrar na corrida à Câmara de Lisboa. Em declarações à Renascença, o antigo líder do PSD e Aliança garante que, por agora, não está nos seus planos uma candidatura autárquica, mas, quanto ao futuro, aplica a máxima "nunca digas nunca".

Santana Lopes jantou na última noite, em Lisboa, com o presidente do PSD, Rui Rio, e confirma que falaram de “política, mas de candidaturas não”.

O antigo presidente das câmaras de Lisboa e da Figueira da Foz garante que, ao dia de hoje, não tem “nenhuma vontade” e “não está nos planos” andar em campanhas eleitorais, mas admite: “Pelas funções que já exerci, quando se aproximam eleições autárquicas, o meu nome, normalmente, aparece”.

“Só posso responder pelo que sinto hoje em dia, não no passado nem no futuro”, ressalva Santana Lopes.

Questionado se a sua posição atual é um “nunca digas nunca” a outro empreendimento político, o histórico social-democrata responde: “isso, com certeza, há muito tempo que assumi isso”.

Definitivo é o “não” a uma candidatura à Câmara de Lisboa nas eleições do próximo ano, garante o antigo provedor da Santa Casa. “Isso é. Lisboa já foi, como câmara, para mim. Aí posso dizer essa frase”, sublinha.

Questionado sobre um possível regresso ao PSD, Santana Lopes responde que é “militante do Aliança” e esse cenário está fora da equação.

“O regresso ao PSD não está em cima da mesa, sou militante da Aliança, mas não quero mal a ninguém. Conheço do doutor Rui Rio há décadas, voltámos a falar, há dois anos que não estávamos juntos. Ficou muito contente por isso. Foi um jantar no sítio mais público que podia haver, não foi escondido, estavam centenas de pessoas”, explica.

E até onde pode ir a aproximação a Rui Rio? “Foi um jantar e nada mais do que um jantar”, responde Santana Lopes.

Quanto à ementa do jantar, o antigo primeiro-ministro garante que “por acaso foi boa”. “Foram uns croquetes que eu não sei explicar como e um brioche, com recheio de vegetais e cogumelos. Muito bom. Não foi comida tradicional”.

O jantar decorreu num restaurante de luxo, num hotel da Avenida da Liberdade. Além de Rui Rio e Pedro Santana Lopes, contou com a presença de José Silvano, secretário-geral do PSD e coordenador autárquico, e de António Maló de Abreu, vice-presidente do partido e deputado.

Várias fontes confirmam à Renascença que Pedro Santana Lopes pode, efetivamente, vir a ser candidato autárquico com o apoio do PSD, mas fontes próximas reconhecem que o mais natural seria a Figueira da Foz, onde também foi autarca, dando nota de que outras hipóteses faladas, como Lisboa ou Sintra, não passavam de "cortinas de fumo".

Rui Rio comentou esta quinta-feira o encontro com Pedro Santana Lope. Garantiu que se tratou de um jantar com um amigo, sem querer, no entanto, confirmar que o antigo líder do PSD possa voltar a ser candidato a uma autarquia com o apoio do partido.

Mas o jantar, reconhece Rui Rio, teve outras autárquicas como pano de fundo: as de 16 de dezembro de 2001, quando ele próprio foi eleito para a Câmara do Porto e Santana para a de Lisboa. Passaram 15 anos, há muito que não falavam, e foi esse o motivo do jantar.

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