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Lobo d’Ávila lança candidatura autárquica de Cristas

25 jan, 2020 - 13:29 • Susana Madureira Martins , Eunice Lourenço

O candidato a líder recordou a sua oposição à presidente cessante e defendeu mudança no partido.

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Durante os quatro anos da liderança de Assunção Cristas, Filipe Lobo d’Avila foi a única voz de oposição à estratégia definida pela direção. Tão opositor foi que deixou o lugar de deputado. Mas, agora que é candidato à sucessão de Cristas, quis começar o seu primeiro discurso do congresso com uma palavra para a líder cessante. E até lançou a possibilidade de Cristas voltar a concorrer à Câmara Municipal de Lisboa.

“Não esquecemos o teu sucesso em Lisboa e, se quiseres, voltarás a renovar o teu compromisso autárquico com o CDS”, disse Filipe Lobo d’Ávila arrancando um aplauso maior para Cristas do que o que ela tinha tido no seu discurso. Recorde-se que, nas eleições autárquicas de 2017, Assunção Cristas conseguiu ficar em segundo lugar, com 20% dos votos, quase duplicando o resultado do PSD, que ficou nos 11%.

A agora líder cessante do CDS vai manter-se como vereadora na Câmara Municipal de Lisboa, depois de deixar a presidência do partido e o seu lugar de deputada.

“Uma mudança necessária e que já tarda"

Depois da referencia e do desafio a Cristas, Lobo d’Avila defendeu a mudança que entende necessária no CDS, “uma mudança necessária e que já tarda” e em que considera que “é preciso dar utilidade ao CDS”. O candidato defende que o partido volte a centrar o seu discurso em certos setores da sociedade portuguesa, nomeadamente a classe média para a qual o partido deve ter propostas e tentar fazê-las valer junto do Governo.

Filipe Lobo d’Avila defende um CDS que não seja “um partido catavento que a todos tenta agradar”, mas também em que o “soundbyte” não se substitua à coerência.

“Avisei que o caminho não era o correto. Fui o único”, lembrou o ex-deputado que promete levar a sua moção até ao fim e ir a votos “sabendo que o voto é de quem o dá, não é de quem o recebe”.

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