Tempo
|
A+ / A-

Saúde

Bloco quer que Governo autorize contratação de profissionais na Saúde sem aval da tutela

15 nov, 2019 - 13:27 • Susana Madureira Martins , Rui Barros

Partido quer que o Governo volte atrás para garantir autonomia dos concelhos de administração dos hospitais.

A+ / A-

O Bloco de Esquerda quer que o Governo recue na decisão de prolongar o impedimento dos hospitais aumentarem o número de trabalhadores.

No despacho ministerial, conhecido na quarta-feira, o Governo decidiu prolongar a decisão que impede os hospitais de contratar mais profissionais sem que, previamente, recebam autorização da tutela para o fazer. Agora, o Bloco de Esquerda apresenta um projeto de resolução para que o Governo volte atrás na decisão, pedindo mais autonomia para os hospitais.

“Este sistema de retirada de autonomia e centralização total nas autorizações do Governo é irracional do ponto de vista de gestão e do ponto de vista de qualidade do serviço público”, pode ler-se no documento do partido, argumentando que, com esta decisão, gasta-se mais dinheiro em horas extraordinárias ou prestação de serviços.

“Gasta-se mais dinheiro com horas extraordinárias, prestação de serviços, contratação de serviços externos e convenções quando se poderia – e deveria – utilizar esse dinheiro para contratar de, de forma definitiva, profissionais que aumentassem o mapa de pessoal das instituições”, diz o documento.

O partido quer assim que o governo revogue a decisão, “instrua os conselhos de administração do SNS” para que, até ao final do ano, faça o “o levantamento e demonstração efetiva da necessidade dos recursos humanos necessários para assegurar a prestação de cuidados de saúde de qualidade” e que “respeite e promova a autonomia das instituições do SNS”.

De acordo com o último relatório social do Ministério da Saúde, referente a 2018, o Serviço Nacional de Saúde gastou cerca de 260 milhões de euros em trabalho suplementar.

Já em relação à contratação de serviços externos, uma investigação da Renascença avançou, em junho deste ano, que o estado gastou 104,5 milhões de euros na contratação de médicos tarefeiros. Um valor recorde, que confirma uma trajetória de subida nos gastos, iniciada em 2014.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+