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Programa do Governo

PS aponta direita “sem força anímica” e “que precisa de se reinventar”

31 out, 2019 - 13:08 • Cristina Nascimento

Apesar das críticas à direita, a líder da bancada do PS admitiu que o diálogo pode ser possível, uma vez que há assuntos de “consenso nacional das quais nenhum democrata se deverá excluir”.

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A líder da bancada do PS, Ana Catarina Mendes, considera que a direita está "sem força anímica" e "que precisa de se reinventar". Na sua intervenção, no encerramento do debate do programa do Governo, a socialista considerou que "a direita esteve ausente do debate", dirigindo depois críticas quer ao PSD, quer ao CDS.

"O PSD parece zangado com o PS, mas continua zangado com os portugueses. Na verdade, os portugueses também continuam zangados com o PSD, não esqueceram o que lhes fez durante os quatro anos em que governou", disse. Já sobre o CDS, a deputada disse que o partido "continua em estado de negação quanto à realidade".

Ana Catarina Mendes fez ainda uma leitura dos resultados eleitorais do passado 6 de outubro.

"Os portugueses quando votaram pediram estabilidade política, reforçaram o Grupo Parlamentar do PS, fazendo dele o maior deste hemiciclo e confiaram que seriamos capazes de manter a solução política da anterior legislatura, independentemente da forma concreta que assuma", afirmou.

Apesar desta posição, a socialitasta admitiu que as pontes podem ser feitas também á direita, uma vez que há assuntos de “consenso nacional das quais nenhum democrata se deverá excluir”.

“Da discussão do dia de ontem, ressalta a convicção de que há caminho para andar, há mais pontes a construir, o diálogo continuará a ser privilegiado para dar resposta aos problemas que ainda subsistem e para dar respostas, na casa da democracia, aos cidadãos. O que interessa é ter capacidade e vontade”, acrescentou a socialista.

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