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Ativistas do Climáximo colocam cartazes na fachada da sede da Galp

28 out, 2024 - 08:32 • Olímpia Mairos

Empresa fechou os primeiros nove meses do ano com um lucro de 890 milhões de euros - um aumento de 24% face ao mesmo período de 2023. Indicação da petrolífera, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

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Um grupo de ativistas pelo clima colocou esta segunda-feira vários cartazes na fachada da Galp. Uma ação no dia em que se ficou a saber que a Galp fechou os primeiros nove meses do ano com um lucro de 890 milhões de euros - um aumento de 24% face ao mesmo período de 2023. Indicação da petrolífera, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Matilde, estudante de mestrado e porta-voz do protesto, citada em comunicado, afirma que “os donos disto tudo enchem os bolsos com fortunas milionárias à custa das nossas vidas”.

“Sabem que estão a levar-nos ao colapso social e climático e atiram-nos areia para os olhos enquanto constroem os seus bunkers. Isto não é normal. A Paula Amorim está a assassinar milhares de pessoas. O Governo tem sangue nas mãos. Nós, as pessoas comuns, temos de parar isto, já!”, lê-se na nota enviada à Renascença.

Segundo os ativistas do Climáximo, o negócio dos combustíveis fósseis, levado a cabo por empresas como a GALP e com o aval dos governos, é a principal causa das catástrofes climáticas - incêndios, cheias, furacões, tempestades - a que temos assistido e que têm destruído a vida de milhares de pessoas.

Na visão da porta-voz do protesto desta segunda-feira, “a GALP tem de ser desmantelada, e o dinheiro que fez com a destruição - tal como o dos acionistas ultra-ricos e da família Amorim - tem de ser utilizado para garantir uma transição energética justa”.

O coletivo Climáximo tem marcada para dia 23 de novembro uma ação designada “Parar Enquanto Podemos”, dia em que estarão a ser fechadas as discussões na Conferência das Nações Unidas pelo Clima (COP29) assim como do Orçamento do Estado (OE), em Portugal.

Na convocatória, o coletivo afirma que “dia 23 de novembro não pode ser um sábado normal em que agimos como se estivesse tudo bem, quando estamos em risco de perder tudo.”

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