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Milhares de crianças internadas com infeções respiratórias. Covid-19 empurrou doenças do inverno para o verão

22 jul, 2021 - 07:53 • Anabela Góis , Sofia Freitas Moreira

Com dois períodos intensos de confinamento e posterior desconfinamento, devido à pandemia, as infeções respiratórias, que são típicas nas estações mais frias, apareceram agora, no verão. "O que acontece é que as crianças que, no ano passado, teriam tido estes vírus, este ano teriam anticorpos e não iam adoecer tanto. Estamos a levar com dois anos de doentes pequenos”, explica a pneumologista Ana Casimiro.

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Uma onda de infeções respiratórias fora de época está a levar milhares de crianças aos hospitais.

As urgências estão cheias de crianças até aos cinco anos, muitas a precisarem de oxigénio por causa de vírus que são habituais no inverno, mas muito raros no verão.

O relato é feito por Ana Casimiro, responsável pelo Serviço de Pneumologia do Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

À Renascença, a pneumoligista diz que não têm tido mãos a medir. “Em 13 horas de banco, estou 12 horas efetivamente sempre a trabalhar”, porque “há mesmo muitas crianças a dar entrada nas urgências”, relata.

Apesar de o hospital contar sempre com quatro médicos a trabalhar ao mesmo tempo, a um ritmo acelerado, a pediatra queixa-se que não têm tempo livre de descanso. “Na segunda-feira, em meia hora, inscreveram-se 18 crianças na área respiratória”.

Sofrem de bronquiolites, laringo-traqueítes e outras infeções respiratórias, que muitas vezes os obriga a internamentos para receberem oxigénio. “São principalmente os pequenos abaixo dos dois anos e os suscetíveis, que já tinham quadros respiratórios como asma ou predisposição para a infeção, aí estamos a falar da faixa etária dos seis anos, abaixo disso.”

Ana Casimiro diz que a culpa desta situação é da Covid-19 e dos confinamentos que empurraram as doenças tradicionais do inverno para o verão.

“Como estivemos todos confinados, quando as pessoas começaram a desconfinar, apareceram as infeções numa outra estação. Confinamos duas vezes, dois períodos frios. O que acontece é que as crianças que, no ano passado, teriam tido estes vírus, este ano teriam tido anticorpos e não iam adoecer tanto. Estamos a levar com dois anos de doentes pequenos”, explica a pediatra em declarações.

A situação repete-se também noutros países, nomeadamente, nos Estados Unidos e na Austrália.

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