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Covid-19. UEFA não associa final da Champions ao aumento de casos em Portugal

24 jun, 2021 - 11:58 • Redação com Lusa

Dirigente do organismo recorda que, na mesma semana, Portugal começou a abrir as fronteiras para turistas britânicos.

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A UEFA considerou, esta quinta-feira, ser impossível detetar se a evolução epidémica da Covid-19 em Portugal se deveu à realização final da Liga dos Campeões, no Porto, pois decorreu na mesma altura da permissão de entrada a turistas britânicos.

Em conferência de imprensa na sede do organismo que regula o futebol europeu acerca das medidas de mitigação da pandemia do novo coronavírus implementadas durante o Euro 2020, o diretor médico do evento, Zoran Bahtijarevic, entendeu que “é muito fácil apontar o dedo à final” entre os ingleses do Chelsea e do Manchester City, no Porto.

“Na mesma semana, Portugal começou a abrir [as fronteiras] para turistas britânicos. É muito fácil apontar o dedo à final, mas, pelo meu conhecimento, todos os fãs que viajaram desde o Reino Unido fizeram teste PCR e só entraram no estádio com isso. Não sei quantos casos estão diretamente relacionados, pois muita coisa aconteceu ao mesmo tempo e é impossível saber a que se deve”, afirmou o croata aos jornalistas.

Desacatos na Ribeira e avião direto para Inglaterra


Na final da Liga dos Campeões 2020/21, disputada a 29 de maio no Estádio do Dragão, no Porto, o Chelsea sagrou-se pela segunda vez campeão europeu, ao vencer, por 1-0, o Manchester City.

A cidade do Porto foi escolhida para substituir Istambul como palco da final da Champions, no seguimento das dificuldades intransponíveis de viagens dos adeptos ingleses. A Turquia integrava a "lista vermelha" do Reino Unido, dadas as restrições impostas face à pandemia da Covid-19.

Milhares de adeptos ingleses rumaram ao Porto para assistir à final da mais importante competição europeia de clubes, no Dragão, numa afluência que causou uma forte presença em locais como a Baixa e a Ribeira, onde se registaram desacatos, além de não terem sido cumpridas regras como o uso de máscara ou o distanciamento social.

Após o final do jogo, dois adeptos ingleses foram detidos pela PSP por terem agredido agentes policiais, o que fez com que um dos elementos das forças de segurança tivesse de ser suturado na face, no Hospital Santo António.

No fim do jogo, cerca de 50 aviões com adeptos das duas equipas partiram do Aeroporto Sá Carneiro rumo a Londres e a Manchester.

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