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Presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto

Champions foi "economicamente positiva", mas pode ter "custos elevadíssimos" na saúde

31 mai, 2021 - 23:05 • Cristina Branco , Hélio Carvalho

António Fonseca apelou a que da DGS forneça testes gratuitos aos estabelecimentos no centro histórico e comparou receio pandémico pós-Champions a "uma grande bebedeira e estarmos uma semana de ressaca".

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A bolha furou. Imagens da festa no Porto antes da final da Champions
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O presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, António Fonseca, admite que o impacto da final da Liga dos Campeões na cidade tenha sido muito positivo do ponto de vista económico, mas teme um crescimento da pandemia na região.

Em entrevista à Renascença esta segunda-feira, o autarca disse que a multidão de adeptos que invadiu o centro do Porto nos dias à volta do jogo de sábado foi "benéfico para a economia local", mas comparou o medo pandémica que se sente a uma ressaca.

"Em contrapartida, a restauração que ao fim-de-semana está composta, e que não teve os seus clientes habituais por ter havido uma mensagem de insegurança, acabou por perder os clientes. Agora, quanto à questão da saúde pública, não se sabe se isto foi bem avaliado e se isto poderá ter custos elevadíssimos: isto é o mesmo que apanharmos uma grande bebedeira e estarmos uma semana de ressaca. Não sabemos o que poderá acontecer", disse António Fonseca.

Esta segunda-feira, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte apelou a que as pessoas que estiveram nos locais no centro histórico por onde passaram os adeptos se mantenham atentas a sintomas da covid-19. Além disso, as autoridades estão também a rastrear os contactos, de modo a conter um possível crescimento de novos casos.

António Fonseca não acredita que obrigar os estabelecimentos do centro a realizar os testes faça sentido e, portanto, apela ao apoio da Direção-Geral da Saúde.

"O que pode acontecer é que voluntariamente os empresários tomem essas iniciativas, porque até muitos fazem os testes com alguma regularidade. Agora, obrigar três dias depois de não se obrigar nada a ninguém, acho que não sentido", afirmou o autarca à Renascença.

Numa altura em que o número de casos na região de Lisboa e Vale do Tejo é superior à região Norte, o presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto teme que a enchente britânica na cidade faça aumentar o número de casos e que coloque o risco num "amarelo torrado".

"O que eu desejo é que isto não vá trazer para o Porto uma imagem semelhante ao que está a acontecer em Lisboa. Mas que é preocupante, é. Economicamente, foi muito positivo. Agora vamos ver quais são as consequências, caso isto venha a fazer com que a situação pandémica na nossa cidade fique numa situação de risco", salientou.

Comentários
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  • Anónimo
    01 jun, 2021 Lisboa 00:07
    Esse título explica bem as prioridades do grande capital. Ou vejam lá se os outros países europeus deixaram os hooligans ingleses entrar...

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