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Covid-19. Faixas dos 30 aos 69 anos registam maior aumento de mortalidade em janeiro

01 fev, 2021 - 11:45 • Joana Gonçalves

Também a mortalidade prematura global, isto é, o número diário de óbitos ocorridos em Portugal em indivíduos com idade inferior a 70 anos, registou um novo máximo em janeiro, face à média dos últimos sete anos.

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Janeiro é já o pior mês da pandemia em Portugal, quer em número de novos casos, quer em número de óbitos. Numa comparação com o mês anterior, os dados da Direção-Geral da Saúde, revelam que a mortalidade devido à Covid-19 regista o maior aumento nos grupos etários entre os 30 e os 69 anos.

Apesar do número de óbitos provocados pela doença ser superior nas faixas acima dos 70 anos e atingir o máximo no grupo com 80 anos ou mais (67%), a maior variação de mortes Covid-19 ocorreu entre os portugueses em idade ativa.

Nestas faixas etárias a mortalidade quase triplicou. O maior aumento registou-se entre os 40 e 49 anos, com uma variação de 17 óbitos em dezembro, para 49 em janeiro (188%).

Seguiu-se o grupo 50-59, com mais 88 óbitos, em relação ao mês anterior, o que representa uma variação de cerca de 183%.

Já o faixa 60-69 apresentou uma variação próxima dos 169% com um aumento de 308 mortes provocadas pelo novo coronavírus.

Variação de casos e mortes Covid-19 por grupo etário

Também a mortalidade prematura global, isto é, o número diário de óbitos ocorridos em Portugal em indivíduos com idade inferior a 70 anos, aumentou no mês de janeiro, face à média dos últimos sete anos.

No grupo 34-69 anos, a média diária de óbitos regista um aumento na ordem dos 139%. De acordo com os dados do Sistema de Informação dos Certificados de Óbito, no mês passado registou-se uma média de 98 óbitos diários, mais 27 quando comparados com a média dos últimos sete anos.

Desde o início do ano morreram mais de 5.500 pessoas devido à Covid-19 em Portugal. Este valor representa cerca de 45% do total de óbitos provocados pela doença, desde março, altura em que foi confirmado o primeiro caso de infeção no país.

Em apenas um mês, o número de casos ativos mais do que duplicou. E as consequência do novo coronavírus superam os valores divulgados diariamente no boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

Janeiro de 2021 é também o mês com mais mortes por todas as causas desde 1980, o primeiro ano de que há registo.

De acordo com os dados do Sistema de Informação dos Certificados de Óbito (SICO), este mês morreram mais de 19 mil portugueses. É preciso recuar a janeiro de 1999 para encontrar o anterior máximo e, ainda assim, distante, com um balanço de 14.709 vítimas mortais.

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