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ACP considera limitações na circulação automóvel em Lisboa um "erro crasso"

06 fev, 2020 - 17:53 • Redação

Em entrevista à Renascença, Carlos Barbosa diz que as medidas para a nova ZER da Baixa-Chiado, apesar de bem intencionadas, não têm sustentação e são incongruentes.

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O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, olha com desconfiança para as proibições que a Câmara quer impôr na circulação rodoviária da Baixa-Chiado ainda este ano.

Em entrevista à Renascença, o presidente do ACP diz que são vários os contrassensos e "erros crassos" nas medidas, que "podem ser bem intencionadas, mas não têm sustentação".

Para Carlos Barbosa, a informação disponibilizada pelo Executivo lisboeta é "extremamente escassa", uma vez que não é conhecido "nenhum estudo de mobilidade que sustente esta atual opção política da Câmara".

Apesar de o ACP reconhecer "virtudes na solução", uma vez que devem existir "menos carros na cidade", as conclusões do relatório para a nova ZER são vistas como confusas e contraditórias. Barbosa dá o exemplo dos Uber, que "são muito mais recentes que os táxis e não podem entrar", ao invés destes últimos.

"Os 'plug-in', também elétricos, não podem entrar e os elétricos [regulares] podem", prossegue Barbosa, sublinhando, ainda, que o número mensal de convidados imposto pela Câmara é "completamente ridículo".

O ACP salienta que "nos últimos 10 anos, a autarquia nada fez para fiscalizar e reduzir as emissões poluentes nas denominadas ZER".

O projeto para a Baixa-Chiado, "pese embora a virtude maior de querer reduzir as emissões poluentes, afigura-se por enquanto como mais uma obra de embelezamento avulsa sem ter em conta a mobilidade integrada que se deseja numa grande cidade".

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, anunciou na passada sexta-feira a introdução de novas medidas, como a limitação da circulação automóvel a 30 quilómetros/hora, a ser implementadas na nova Zona de Emissões Reduzidas (ZER) Avenida/Baixa-Chiado.

Entre as propostas, reveladas na sua totalidade esta quarta-feira no relatório técnico da ZER, incluem-se a exclusividade de circulação na zona da Baixa-Chiado para residentes entre as 6h30 e as 00h00 ou que veículos posteriores a 2005 (EURO4) deixem de poder circular na zona em 2021.

As medidas visadas pela Câmara de Lisboa pretendem, de acordo com o relatório, reduzir o trafego em números "que podem atingir os 75% em alguns arruamentos" e uma "redução de 40% do número de veículos em circulação". No entanto, estas foram recebidas com reações mistas, as críticas a apontar incongruências nas propostas apresentadas.

O Automóvel Club de Portugal mostrou-se disponível para reunir com a Câmara Municipal de Lisboa e "todas as entidades participantes neste projeto", de forma a encontrar-se um "caminho comum com as melhores soluções para quem vive e visita Lisboa", tornando-a "uma cidade usufruída sem barreiras pelos seus moradores e visitantes".

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