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afeganistão

Joe Biden. "Tropas americanas não devem combater guerra que nem forças afegãs estão dispostas a travar"

16 ago, 2021 - 21:27 • João Malheiro

Num discurso incisivo, o presidente dos Estados Unidos rejeitou recuar na saída norte-americana do Afeganistão. O líder democrata declarou que vai acabar "com a guerra mais longa dos EUA".

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O presidente dos Estados Unidos da América reiterou esta segunda-feira a intenção do país abandonar militarmente o Afeganistão. Num discurso incisivo, sem direito a perguntas, o chefe de Estado norte-americano criticou os líderes políticos do Afeganistão e acusou-os de "desistirem e abandonarem o país".

"Os desenvolvimentos desta semana provam que tropas norte-americanas não devem combater nem morrer numa guerra que nem as forças afegãs estão dispostas a lutar", afirmou.

Joe Biden relembrou que o objetivo norte-americano no Afeganistão era "apanhar os responsáveis pelo 11 de setembro" e garantir que a Al Qaeda "não tivesse plataforma para voltar a atacar".

"A intervenção para derrotar a Al-Qaeda e matar Bin Laden foi um sucesso. Mudar o sistema afegão não foi. E não acredito que alguma vez poderá ser um sucesso", apontou.

O presidente dos EUA disse ainda que o país nunca teve intenção de "construir uma nação" ou ajudar a criar uma democracia no Afeganistão. "Foi apenas impedir um ataque terrorista nos EUA. A nossa política deve ser contra-terrorista, não de construção de nações", reiterou.

Joe Biden realçou, ainda, que a retirada norte-americana veio de um acordo assinado pelo antecessor, Donald Trump, com as forças talibãs e que isso deixava-o com duas escolhas: "cumprir o acordo ou escalar o conflito e voltar a combater os talibãs".

Ou seguíamos o acordo ou enviávamos tropas para uma terceira década de conflito. Mantenho totalmente a minha decisão. Nunca há uma altura certa para retirar forças militares. É por isso que ainda estamos lá e planeamos todos os cenários", explicou.

E é por isso que o quarto presidente dos Estados Unidos a ter o conflito em mãos decidiu "não passar a responsabilidade a um quinto presidente".

"Eu estive no Afeganistão enquanto a guerra decorria. Conheci pessoas, falei com líderes, passei tempo com as nossas tropas e percebi o que era e o que não era possível no Afeganistão. Agora estamos focados no que é possível", afirmou Joe Biden.

O presidente dos Estados Unidos apontou que, nos próximos dias, forças norte-americanas vão ajudar a transportar "milhares de cidadãos norte-americanos vivem e trabalham no Afeganistão" para fora do país.

O chefe de Estado norte-americano indicou ainda que "já mais de dois mil afegãos foram evacuados para os EUA e ainda haverá mais apoios a esses refugiados no terreno".

Quando a transição de poder terminar e a evacuação de norte-americanos e forças "aliadas" e afegãs terminar, os EUA "vão concluir a missão".

"Vamos acabar a guerra mais longa dos EUA", prometeu.

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  • Cidadao
    17 ago, 2021 Lisboa 09:28
    Completamente de acordo: se nem o "exército" Afegão está disposto a combater, e a Sociedade afegã até aceita tacitamente os "estudantes de Teologia" - se assim não fosse, a população em massa teria pegado em armas e defendido o País - porque carga d'água hão-de estar a arriscar a pele soldados Ocidentais? Aquilo é tudo farinha do mesmo saco, eles que se entendam.

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