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O certificado covid tornou-se no novo normal. Há 300 milhões de europeus que já aderiram

08 ago, 2021 - 18:43 • Redação

Se para muitos é uma inevitabilidade, há também quem se oponha e entenda tratar-se de uma intromissão desproporcionada dos estados. A União Europeia canta vitória e quer exportar o modelo.

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O certifiado europeu de vacinação - que atesta a toma das vacinas para a Covid-19, a posse de um teste negativo ou ter vencido a doença - passou, em pouco mais de um mês, de documento útil para viagens para tornar-se, cada vez mais, um polémico mas imprescindível "passaporte" no quotidiano vida. Segundo o jornal espanhol "El País" mais de 300 milhões de certificados já foram emitidos em toda a UE.

Até ao momento, há já 21 países, segundo o mesmo períodico, que exigem o documento para entrar a concertos, espetáculos, eventos esportivos, casamentos, bares ou piscinas. Cada país tem seu próprio sistema e restrições.

O certificado é um requisito essencial para entrar nos cinemas em França, para visitar um museu em Viena, para dar um mergulho numa piscina italiana ou para ficar em qualquer hotel de Portugal.

Na Grécia, os restaurantes foram classificados em três categorias que distinguem entre aqueles que apenas admitem pessoas com certificado de vacinação, aqueles que também toleram pessoas com teste negativo e aqueles que garantem que todos os funcionários do estabelecimento foram vacinados.

A capacidade dos espaços culturais ou ginásios é ampliada na Roménia se os clientes possuirem o certificado de vacinação. E o mesmo vale para o número de convidados permitidos em casamentos na Croácia.

Na Dinamarca, é impossível assistir a uma partida de futebol com mais de 2.000 espectadores sem ter o passe Covid-19. Já em Malta não dá para entrar no país sem um documento que há apenas três meses parecia só uma ideia remota.

Apenas alguns países, com Alemanha e Espanha entre eles, ainda não introduziram qualquer uso adicional para o certificado. Outros têm uma taxa de vacinação tão baixa que não parecem em posição de sequer considerar a possibilidade, como é o caso da Bulgária (17,8%).

A mudança que transformou o certificado em requisito imprescindível para o dia a dia tem causado movimentos de protesto em países como França ou Alemanha, onde a população relutante à vacinação se sente obrigada a aceitá-la sob pena de se tornar um pária social.

O debate parece destinado a intensificar-se ainda mais com a exigência deste documento no local de trabalho após a decisão de alguns países em exigir a vacinação dos trabalhadores de saúde, de professores ou de profissionais que estejam em contato com populações vulneráveis.

A Comissão Europeia, presidida por Ursula Von der Leyen, celebra abertamente o sucesso do certificado como “um símbolo de uma Europa aberta e segura”, segundo uma fonte oficial da organização.

O sistema já está operacional em mais de 30 países, incluindo os 27 parceiros da União, além da Suíça, Noruega, Islândia e Vaticano.

Bruxelas pretende que o pioneiro modelo europeu se torne um padrão internacional. “Estamos a tomar medidas para reconhecer certificados emitidos por outros países, embora para isso devam ser interoperáveis com o sistema da UE e permitir a verificação da sua autenticidade, validade e integridade”, afirmou esta semana o comissário europeu para a Justiça, Didier Reynders.

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