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Covid-19. Inglaterra levanta restrições: máscaras e distanciamento social deixam de ser obrigatórios

19 jul, 2021 - 07:30 • Miguel Coelho e Redação

Apesar de ter decidido avançar com o alívio de medidas, o primeiro-ministro, Boris Johnson, pede cautela aos britânicos, numa altura em que ele próprio se encontra em isolamento.

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"Dia da liberdade" enche discotecas em Inglaterra. "Isto sim, é vida"
"Dia da liberdade" enche discotecas em Inglaterra. "Isto sim, é vida"

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A partir desta segunda-feira, a maioria das restrições aplicadas por causa da pandemia é levantada em Inglaterra, apesar do número crescente de casos.

Entre as medidas que deixam de ser obrigatórias, conta-se o uso de máscaras e o distanciamento social. Deixa também de ser imposta quarentena de dez dias a quem tenha a vacinação completa e chegue de um país da lista amarela - onde se inclui Portugal.

Apesar de ter decidido avançar com este alívio de medidas, o primeiro-ministro Boris Johnson pede cautela aos britânicos, numa altura em que o próprio se encontra em isolamento, após contacto com o ministro da Saúde, que testou positivo à Covid-19.

Entretanto, Neil Ferguson, o cientista que ajudou a desenhar a estratégia britânica de confinamento, já avisou que, sem restrições, o número de novos casos, no Reino Unido, pode passar dos atuais 50 mil para 200 mil casos diários, dentro de pouco mais de um mês.

O epidemiologista britânico avisa ainda que os internamentos podem também crescer rapidamente e sublinha o risco do surgimento de novas variantes, mais perigosas e difíceis de controlar.

Há investigadores que alertam que este levantamento das restrições representa não só um perigo para o Reino Unido, mas para o mundo inteiro, devido à rapidez com que uma nova variante pode propagar-se à escala mundial.

O uso de máscara deixa de ser obrigatório, sendo apenas recomendado no interior de espaços muito frequentados, como os transportes públicos. No caso de Londres, as autoridades locais mantêm, para já, a máscara obrigatória nos transportes.

Por outro lado, deixa de haver limitações ao número de pessoas que se podem reunir e até as regras de distanciamento são suspensas, ou seja, deixa de ser obrigatório o distanciamento social.

Deixa de haver limites à lotação para salas de espetáculos, cinemas e estádios, a não ser os limites dos próprios recintos.

Reabrem também, sem limitações, as discotecas e os pubs voltam a ter serviço ao balcão, tudo sem restrições.

Apesar do passo tomado, o Reino Unido regista o maior número de casos diários desde janeiro, somando cerca de 50 mil contágios por dia e com tendência crescente.

Boris Johnson defende que está na altura de dar o passo seguinte no desconfinamento, confiando que a vacinação vai proteger a maior parte das pessoas. Metade da população do país está totalmente vacinada e o primeiro-ministro diz que prefere correr riscos agora, que é verão e os alunos estão de férias.

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  • Bruno
    19 jul, 2021 aqui 12:04
    Deviam sim chamar este dia de "dia da responsabilidade". Mas ao ver estas pessoas a celebrar, isto mais parece o "dia da libertinagem".
  • Case Study
    19 jul, 2021 Cá 08:57
    Dá-lhes carta branca e depois "pede cautelas". Outro doido varrido, à frente de um governo. Como tipos destes conseguem chegar a governantes de um País - e não é de um País qualquer - será sempre um case study

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