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Pandemia

Covid-19. "Ritmo arrasador" da variante Delta ameaça cada vez mais vidas, alerta OMS

12 jul, 2021 - 19:32 • Lusa

Diretor-geral da OMS fala em “ondas catastróficas de casos” de Covid-19, em “surtos devastadores” e em “trabalhadores da saúde exaustos” e com falta de equipamentos, sobretudo nos países pobres.

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O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou esta segunda-feira para o ritmo arrasador da variante delta da Covid-19 no mundo, que deverá ser em breve a estirpe dominante.

“A [variante] delta está agora em mais de 104 países e esperamos que em breve seja a estirpe dominante da Covid-19 que circula em todo o mundo”, disse o diretor-geral numa conferência de imprensa ‘online’ a partir de Genebra, para fazer um ponto da situação do coronavírus que provoca a Covid-19.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, a semana passada foi a quarta consecutiva com aumento de casos de Covid-19 no mundo, as mortes estão a aumentar de novo, os hospitais estão a atingir a capacidade e o mundo está no meio de uma pandemia crescente de duas faces, com cada vez maiores diferenças entre países.

E se a variante delta se espalha rapidamente em países com elevada cobertura vacinal, em países onde as vacinas não chegam a situação é “particularmente má”, alertou Tedros Adhanom Ghebreyesus, que falou em “ondas catastróficas de casos” de Covid-19, em “surtos devastadores” e em “trabalhadores da saúde exaustos” e com falta de equipamentos, em países pobres.

“O mundo está a observar em tempo real como o vírus Covid-19 continua a mudar e a tornar-se mais transmissível. A minha mensagem de hoje é que estamos a passar por uma emergência de saúde pública cada vez mais grave que ameaça ainda mais vidas, meios de subsistência e uma sólida recuperação económica global”, disse na conferência de imprensa.

O responsável máximo da OMS afirmou também que a situação é mais grave nos países com poucas vacinas, mas alertou que a pandemia não acabou em nenhum lugar e que o mundo deveria lutar em conjunto, sublinhando ainda que o fosso global no fornecimento de vacinas é “extremamente desigual e injusto”.

Tedros Adhanom Ghebreyesus disse também que as vacinas da Moderna e da Pfizer, em vez de darem prioridade a países com cobertura alta de vacinação deviam fornecer vacinas ao mecanismo COVAX (iniciativa de distribuição equitativa e global de vacinas) a África e aos países pobres, com poucas vacinas ainda.

E frisou que são precisos novos centros de fabrico de vacinas e que as empresas farmacêuticas devem partilhar as suas licenças e tecnologia, salientando o exemplo da AstraZeneca, que tem liderado o licenciamento das suas vacinas em todo o mundo para aumentar a produção.

Além da Europa, Índia e Coreia do Sul, vai haver mais dois locais de fabrico da vacina da AstraZeneca, Japão e Austrália, disse. E acrescentou: “Precisamos que outros fabricantes sigam este exemplo. Milhares de pessoas continuam a morrer todos os dias e isso merece uma ação urgente”.

Apesar do aumento da prevalência da variante delta da Covid-19, mais transmissível, responsáveis da OMS disseram na conferência de imprensa desta segunda-feira que as vacinas são eficazes e que evitam a hospitalização e mortes. Mas também disseram que há uma “lacuna” entre a retórica e a distribuição de vacinas no mundo e que não se vê solidariedade.

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  • Maria Oliveira
    12 jul, 2021 Lisboa 22:44
    Em Israel no universo dos infectados com a variante Delta cerca de 50% estão completamente vacinados (vacina da Pfizer). É de estranhar a informação da directora-geral de saúde, segundo a qual a percentagem de vacinados infectados corresponde, em Portugal, a 0,1%. Fica por saber qual a data a que se reporta a informação, qual a estirpe do vírus (Delta ou outra) e quais as vacinas que foram administradas. Isto é, os referidos 0,1% não significam coisa nenhuma porque estão por determinar os indicadores referidos. Por outro lado, perante tantos infectados vacinados, os israelitas fizeram um estudo que demonstra a eficácia de apenas 64% da vacina da Pfizer face à variante Delta. Aqui, fica por saber o essencial e, por isso, não merece credibilidade o que é referido pela directora-geral de saúde. Há falta de informação e péssima gestão dos dados.

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