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Covid-19

Pfizer quer aprovar terceira dose da vacina para aumentar imunidade

09 jul, 2021 - 00:24 • Lusa

Primeiras impressões do estudo de reforço de vacinação mostram que os níveis de anticorpos das pessoas aumentam de cinco para 10 vezes mais após uma terceira dose, em comparação com a segunda.

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A Pfizer procura aprovação dos reguladores dos Estados Unidos da América para a terceira dose da vacina contra a Covid-19, anunciou a empresa quinta-feira, acrescentando que outra inoculação em 12 meses poderia aumentar a imunidade.

“Em agosto, a Pfizer planeia pedir à ‘Food and Drug Administration’ (FDA) uma autorização de emergência para uma terceira dose”, disse o cientista daquela farmacêutica Mikael Dolsten, em declarações à agência noticiosa norte-americana AP.

De acordo com as primeiras impressões do estudo de reforço de vacinação da Pfizer, é demonstrado que os níveis de anticorpos das pessoas aumentam de cinco para 10 vezes mais após uma terceira dose, em comparação com a segunda.

Investigações em vários países mostram que as vacinas utilizadas contra a Covid-19 oferecem forte proteção contra a variante Delta, que é altamente contagiosa e está a espalhar-se rapidamente em todo o mundo.

“Por que [a terceira dose] é importante para combater a variante Delta?”, questionou de forma retórica, explicando que “quando os anticorpos cedem, a variante Delta pode eventualmente provocar uma leve infeção antes que o sistema imunológico se manifeste”.

À AP, um especialista em vacinação do Centro Médico da Universidade da Vanderbilt (Tennessee), William Schaffner, disse que a autorização da FDA seria apenas um primeiro passo e não significaria que os norte-americanos recebessem o reforço automaticamente.

“As vacinas foram concebidas para nos manter fora dos hospitais. Administrar outra dose seria um grande esforço, pois, neste momento, estamos a esforçar-nos para dar às pessoas a primeira dose”, acrescentou.

Atualmente, cerca de 48% da população dos EUA está totalmente vacinada e em algumas zonas do país têm taxas de imunização muito baixas, locais onde o contágio da variante Delta está a crescer.

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