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António Costa. "Ninguém tem dúvidas sobre o papel de Portugal relativamente à Rússia"

14 jun, 2021 - 12:41 • Lusa

À chegada à cimeira da NATO, o primeiro-ministro invocou os tempos conturbados do PREC (Processo Revolucionário em Curso), após o 25 de abril de 1974.

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O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta segunda-feira, na chegada à cimeira da NATO, que não espera ser questionado sobre a partilha de dados pessoais com Moscovo, uma vez que "ninguém tem dúvidas" sobre o papel de Portugal relativamente à Rússia.

Questionado sobre se estava preparado para dar explicações aos seus Aliados sobre a transmissão de dados pessoais de ativistas russos a Moscovo por parte da Câmara Municipal de Lisboa, o primeiro-ministro disse estar seguro de que tal não sucederá, e invocou os tempos conturbados do PREC (Processo Revolucionário em Curso), após o 25 de abril de 1974, como argumento.

"Bom, ninguém me vai pedir seguramente explicações sobre processos administrativos, porque ninguém tem dúvidas sobre qual é o papel de Portugal relativamente à Rússia. Já ninguém teve dúvidas quando, durante o PREC, qual foi a posição que Portugal e a maioria dos portugueses tomaram, quando em plena "guerra fria" estava em causa saber de que lado nos colocávamos. Essa é uma dúvida que felizmente não existe", respondeu António Costa.

Os chefes de Estado e de Governo da NATO reúnem-se esta segunda-feira no quartel-general da Aliança Atlântica, em Bruxelas, para "reforçar o laço transatlântico", abordar os desafios criados por China e Rússia, e projetar o futuro da Aliança num mundo de "competição global", naquela que é a primeira cimeira com a participação do novo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Entre os temas que os Aliados abordarão estará o "comportamento agressivo da Rússia", numa altura em que prossegue a polémica em Portugal em torno da transmissão, pela autarquia lisboeta às autoridades russas, dos dados pessoais - nomes, moradas e contactos - de três ativistas russos que organizaram em janeiro um protesto, em frente à embaixada russa em Lisboa, pela libertação de Alexey Navalny, opositor do Governo russo.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, admitiu que foi feita a partilha de dados pessoais dos três ativistas, pediu "desculpas públicas", assumiu que foi "um erro lamentável que não podia ter acontecido" e anunciou que pediu uma auditoria sobre a realização de manifestações no município nos últimos anos.

O caso originou uma onda de críticas e pedidos de esclarecimento da Amnistia Internacional e de partidos políticos, além de Carlos Moedas, candidato do PSD à Câmara de Lisboa, ter pedido a demissão de Fernando Medina.

O embaixador da Rússia em Portugal já assegurou que a embaixada eliminou os dados dos manifestantes do protesto contra o governo de Putin realizado em Lisboa, frisando que as informações não foram transmitidas a Moscovo.

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  • Álvaro Costa
    14 jun, 2021 Cercal do alentejo 13:32
    Antônio costa ,não gosta de ser confrontado com perguntas incómodas sobre os graves problemas que os seus camaradas fazem na governação do pais
  • Maria Oliveira
    14 jun, 2021 Lisboa 12:39
    Sempre que o assunto não convém, AC, do alto da sua costumada arrogância, esquiva-se. Ninguém lhe vai pedir explicações sobre processos administrativos (?) ... O que releva é o que já se sabe e que é grave, muito grave. É assunto que não está encerrado e que deve ter exemplares consequências.
  • Americo
    14 jun, 2021 Leiria 12:09
    Boa tarde. Desculpem mas tenho de dizer isto; QUE GRANDE LATA.

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