Tempo
|
A+ / A-

Navio Open Arms resgata mais de cem migrantes no Mediterrâneo

13 fev, 2021 - 22:11 • Lusa

Entre os mais de cem migrantes resgatados esta noite, cujo número exato ainda é desconhecido, estavam "muitas mulheres e crianças", como explica a Organização Não Governamental (ONG) nas redes sociais.

A+ / A-

Mais de uma centena de migrantes foram hoje resgatados nas águas do Mediterrâneo central pelo navio da organização humanitária espanhola Open Arms, que acolhe a bordo mais de 140 pessoas, depois de outra operação de resgate realizada na sexta-feira.

Entre os mais de cem migrantes resgatados esta noite, cujo número exato ainda é desconhecido, estavam "muitas mulheres e crianças", como explica a Organização Não Governamental (ONG) nas redes sociais.

Os migrantes viajavam num barco de borracha que foi intercetado devido ao alerta do "Alarm Phone", serviço que recebe alertas telefónicos de embarcações em perigo em alto mar.

Estavam na zona de busca e salvamento de Malta, embora, segundo o fundador da Open Arms, Óscar Camps, nas proximidades houvesse um barco-patrulha da guarda costeira da Líbia, um país africano em guerra para onde muitos migrantes são devolvidos.

Numa outra operação realizada na sexta-feira, o veleiro Open Arms Astral, que acompanha o navio, salvou outros 40 migrantes que viajavam num pequeno barco e entre eles estava uma mulher, um bebé de três meses e três crianças não acompanhadas.

O resgate ocorreu depois de uma aeronave da ONG Sea Watch ter alertado para a presença de um barco em perigo no mar.

No comunicado sobre o primeiro resgate, a Open Arms garantiu que precisa de desembarcar os migrantes "o mais rápido possível" num porto seguro, porque as condições do mar estão a deteriorar-se rapidamente, devido à chegada de uma "forte tempestade".

A organização espanhola, com um navio e o veleiro Astral, garantiu em comunicado que ao longo desta missão, iniciada há doze dias depois de partir do porto de Barcelona, testemunhou centenas de regressos à Líbia.

Perante esta situação, a Open Arms insiste que a Líbia "não pode ser considerado um país seguro" para o retorno de migrantes e lembrou a União Europeia do "dever" de proteger as suas vidas para que tenham a opção de pedir asilo, de acordo com o direito internacional.

Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+