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Custo humano tem de ser levado em conta no desconfinamento, diz governador de Nova Iorque

05 mai, 2020 - 19:57 • Lusa

“Quanto mais rápido abrirmos, menos o custo económico. Mas maior será o custo humano, porque mais vidas serão perdidas”, argumentou Cuomo.

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O governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, disse esta terça-feira que as autoridades que estão a reabrir as economias paralisadas pela Covid-19 devem considerar os custos humanos dessa decisão.

Cuomo argumentou que o debate sobre o momento de reabertura das economias devastadas pelo surto do novo coronavírus deve ter em conta o valor da vida humana, na equação sobre ganhos e perdas.

“Quanto vale uma vida humana?”, perguntou o governador, no seu ‘briefing’ diário sobre a pandemia, lembrando que essa é a questão central “que ninguém quer admitir abertamente”.

A pergunta de Cuomo foi feita na altura em que aumenta a pressão política para relaxar as restrições no combate à pandemia, no Estado mais afetado pelo surto do novo coronavírus, onde se registaram já mais de 25 mil mortes.

À medida que outros Estados começam a suspender as restrições, o governador de Nova Iorque optou por uma abordagem mais lenta, que permitirá que partes do Estado entrem em fase de atividade económica apenas no final de maio e se cumprirem uma série de regras de contenção.

“Quanto mais rápido abrirmos, menos o custo económico. Mas maior será o custo humano, porque mais vidas serão perdidas”, explicou Cuomo, para justificar as suas decisões.

Cuomo disse esta terça-feira foram reportadas mais 230 novas mortes, uma subida ligeira relativamente ao dia anterior, mas já muito abaixo do pico de 799, registado em 08 de abril.

Nos Estados Unidos já se registaram mais de 1.100.000 casos de infeção, incluindo mais de 70.000 mortes.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 251 mil mortos e infetou quase 3,6 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

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