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Tensão Irão-EUA. Como é que chegamos até aqui?

08 jan, 2020 - 14:35 • Filipe d'Avillez

Conheça as datas e os factos essenciais para compreender a atual crise no Médio Oriente.

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Da morte de Soleimani aos bombardeamentos no Iraque. A escalada de tensões e a ameaça de uma nova guerra
Da morte de Soleimani aos bombardeamentos no Iraque. A escalada de tensões e a ameaça de uma nova guerra

A tensão entre Estados Unidos e Irão não é nova, existe há décadas, mas talvez nunca tenha estado tão perto de causar um conflito regional de graves proporções.

Até 2003, o conflito entre os dois países era, sobretudo, uma questão de retórica e ocasionais atentados, mas com a invasão do Iraque pela administração de George W. Bush, militares americanos passaram a estar em contato direto com milícias xiitas que recebem as suas ordens de Teerão.

Os piores tempos de resistência à presença americana no Iraque deveram-se às milícias xiitas locais, financiadas e coordenadas pelo Irão, nomeadamente por Qassem Soleimani. Mais recentemente o Irão aumentou a tensão ao aprisionar dois petroleiros britânicos no Estreito de Ormuz e atacar, por via da milícia xiita no Iémen, uma exploração de petróleo da Aramco na Arábia Saudita.

Mas foi a partir de dezembro que a situação atingiu o ponto mais alto:

27 de dezembro – Um civil americano, contratado para trabalhar como intérprete com as forças armadas americanas, é morto num ataque contra uma base militar no Iraque. O ataque, supostamente levado a cabo por milícias xiitas, a mando do Irão, fere ainda vários militares.

29 de dezembro – Em resposta à morte do seu intérprete e ao ferimento de vários militares americanos, os Estados Unidos lançam um ataque contra bases da milícia xiita iraquiana Kata'ib Hezbollah, apoiada pelo Irão. No ataque morrem cerca de duas dezenas de milicianos.

31 de dezembroMilhares de xiitas, incluindo civis e membros de milícias, cercam e tentam invadir a embaixada americana em Bagdade. Vivem-se dois dias de muita tensão. Embora algumas pessoas fiquem feridas, ninguém morre, nem os manifestantes conseguem entrar no edifício. Todavia, o pessoal diplomático é retirado e o contingente militar reforçado.

3 de janeiro – Os Estados Unidos lançam um ataque cirúrgico que mata um dos líderes das Forças de Mobilização Popular, que reúne as milícias xiitas no Iraque, um dos líderes do Hezbollah libanês e, mais importante, Qassem Soleimani, uma das principais figuras de Estado do Irão e coordenador da vasta rede de milícias xiitas que atuam na região às ordens de Teerão.

5 de janeiro – No auge das cerimónias fúnebres de Soleimani, enterrado como um mártir e herói no Irão, o Governo iraniano anuncia que não irá cumprir mais as restrições impostas pelo acordo nuclear. O acordo já estava ferido de morte a partir do momento em que os Estados Unidos anunciaram a sua retirada. No mesmo dia, e perante as várias ameaças vociferadas por figuras do regime iraniano, Trump avisa que tem 52 alvos iranianos, incluindo lugares de importância cultural, debaixo de olho e prontos a serem atacados caso o Irão tente retaliar.

7 de janeiroO Irão lança mísseis contra duas bases militares no Iraque onde se encontram efetivos americanos. Segundo fontes americanas não morreu ninguém, mas o Irão afirma que morreram 80 “terroristas americanos” na "operação mártir Soleimani". O Iraque terá sido avisado de antemão do ataque.

Donald Trump reagiu inicialmente no Twitter, dizendo que "está tudo bem". O Presidente norte-americano marcou uma declaração para as 16h00, hora de Lisboa, desta quarta-feira.

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