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Costa já está "bom para mais quatro anos" e ouve pedidos para "acabar com a corrupção"

29 set, 2019 - 13:54 • Susana Madureira Martins com Lusa

O líder do PS voltou às arruadas e ao contacto com a população na praia da Aguda, em Gaia, onde considerou que a "maioria de valor reforçado" que Carlos César pediu para o partido é aquela que os portugueses decidirem dar ao PS.

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Parecendo refeito das dores nas costas que o impediram no sábado de passear pelo distrito de Braga, António Costa regressou à rua para os habituais apertões e abraços da população do Norte.

Num dia muito cinzento e de frio na praia da Aguda, em Vila Nova de Gaia, muitos populares perguntaram ao líder socialista se já estava "bom", com Costa a dizer que já está recuperado, "graças aos médicos e enfermeiros". Aliás, sublinhou que está "bom para mais quatro anos".

António Costa considerou também que a "maioria de valor reforçado" que Carlos César pediu para o partido é aquela que os portugueses decidirem dar ao PS nas eleições do próximo domingo.

"Isso os portugueses é que vão ter que decidir qual é a forma. Há uma coisa que é certa: com valor reforçado ou sem valor reforçado, o essencial é que votem no PS", declarou.

Acompanhado do presidente do partido, Carlos César - e de vários deputados, incluindo Tiago Barbosa Ribeiro, que está no centro do furacão de Tancos por ter trocado mensagens de telefone com o ex-ministro da defesa -, Costa surgiu aparentemente bem disposto. Na marginal da praia da Aguda, cumprimentou e falou com várias pessoas.

O episódio da corrupção

Porém, notou-se que o líder socialista ficou embaraçado com um homem que o abordou no paredão e lhe pediu para combater a corrupção. "Não tenha medo, meta-os lá dentro, ponha-se fino", disse, com Costa a replicar que isso "não depende" dele, "é com os tribunais", acabando por virar costas. O homem respondeu algo irritado - "agora é abraços e beijinhos, não é?" -, rematando com um "os corruptos ficam todos cá fora", sem falar de nenhum caso em concreto.

Ao longo da arruada, Costa cumprimentou peixeiras que estavam a vender em plena marginal e ouviu de uma senhora já bem idosa o pedido de que se baixasse a idade da reforma. "Já somos muito velhinhas para trabalhar", disse ao primeiro-ministro, que "chutou para canto" com um "temos de assegurar melhor segurança social para todos, para hoje e para amanhã".

Mais à frente, Costa ficou algo desconfortável com uma doente oncológica que o abordou. "De quem vai ser operado, que sejamos os primeiros, por favor", disse, acrescentando que vai "ser operada na quarta-feira" e pedindo "ajuda", que "não é só para mim". O líder socialista respondeu que anda a "trabalhar para ter saúde melhor para todos". A senhora deu voto de confiança ao governante, levando para casa dois beijinhos e "um felicidades para quarta-feira".

A arruada terminou com uma visita ao quartel de bombeiros voluntários da Aguda. Costa meteu-se no carro em plena rotunda, seguindo depois para o almoço em Matosinhos, onde, à porta do Centro de Desportos e Congressos, tinha à sua espera uma dezena de manifestantes que representam os lesados do Banco Espírito Santo. Pela segunda vez surgiram na campanha socialista, com tarjas gigantes escritas a vermelho e onde se podia ler "mentirosos" e "roubados do BES".

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