Tempo
|
A+ / A-

Legislativas 2019

"Geringonça" à direita? Santana quer unir-se a PSD e CDS para travar Costa e "extrema-esquerda"

24 jul, 2019 - 17:33 • Redação com Lusa

​O presidente do Aliança considera “essencial" que os líderes dos partidos de centro-direita se reúnam e "conversem para avaliarem o que devem fazer para impedir o domínio ou influência da esquerda, nomeadamente a mais radical”.

A+ / A-

O presidente do partido Aliança desafiou esta quarta-feira as forças de centro-direita que já tenham representação parlamentar, ou não, para se sentarem à mesa e conversarem para delinear uma estratégia que ajude a travar o “avanço eleitoral” da esquerda.

Numa nota publicada na página oficial da Aliança no Facebook, Pedro Santana Lopes considera “essencial que os líderes dos partidos de centro-direita se reúnam e conversem para avaliarem o que devem fazer para impedir o domínio ou influência da esquerda, nomeadamente a mais radical”. Num texto intitulado “imperativo patriótico”, o presidente do partido defende também que “está em causa combater e derrotar a ditadura moral da extrema-esquerda, evitar o esbulho fiscal e pôr a funcionar os serviços públicos”.

O líder da Aliança propôs que “tenha lugar esse encontro entre os líderes dos partidos de centro-direita, os que já têm representação parlamentar e aqueles que ainda não têm, para, com uma agenda livre e aberta, sem condições nenhumas à partida nem propostas em cima da mesa, mas para conversarem”. Na ótica de Santana Lopes, o diálogo “é algo que tem faltado muito, nomeadamente nesta altura em que o eleitorado de centro-direita sente que existe um avanço dos partidos de esquerda e de extrema-esquerda com propostas quase radicais, nomeadamente em matéria fiscal”.

O antigo primeiro-ministro criticou que o Bloco de Esquerda e o PCP contemplem nos seus programas eleitorais “rendimentos prediais englobados no IRS, aumento do IRC, mais propostas que fazem parte da chamada ditadura moral da extrema-esquerda”, e acusou estes partidos de “quererem organizar a sociedade à sua maneira, com, por vezes, uma atitude de perseguição às empresas, sem o devido respeito pela liberdade económica”.

“É todo um clima que entendo que obriga os líderes do centro-direita a sentarem-se, conversarem e verem se há condições ainda para um trabalho comum de apresentação de uma alternativa aos portugueses, que evite o anunciado avanço eleitoral da esquerda e da extrema-esquerda” nas eleições legislativas de 6 de outubro, salientou.

O encontro, defendeu, “deve ter lugar tão breve quanto possível na sede de um dos dois partidos com representação parlamentar ou em local alternativo por eles proposto” e a “agenda deve ser plenamente aberta e livre”.

Santana Lopes referiu ainda não ter tido resposta por parte de PSD ou CDS-PP a este convite endereçado através das redes sociais. “Portugal merece que se ponham de lado barreiras ou diferenças que impeçam o caminho de uma alternativa”, remata o texto.

Questionado sobre se vai propor novamente uma coligação eleitoral à direita, o presidente da Aliança lembrou que o desafio que lançou em fevereiro “não foi aceite”. “Agora, por isso mesmo, proponho um encontro sem nenhuma proposta à partida, é por isso que eu não quero adiantar qualquer tipo de proposta”, notou, acrescentando que o seu objetivo “é que as pessoas tenham essa capacidade de sentarem, de conversarem, a pensar em Portugal”.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Cidadao
    25 jul, 2019 Lisboa 12:29
    Era uma ideia, o pior é que o Aliança pouco ou nada terá para dar em termos de deputados eleitos, e PSD CDS arriscam um resultado eleitoral que nem nos tempos revolucionários da assembleia Constituinte de 1975, tiveram. E acho que mudarão de lideres depois dessa desastrosa noite Eleitoral de 6 de Outubro.

Destaques V+