Tempo
|
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
A+ / A-

Comissão Europeia

UE. Von der Leyen antevê que verbas da recuperação chegarão aos países em julho

29 jun, 2021 - 17:11 • Redação com Lusa

Para financiar a recuperação, a Comissão Europeia vai contrair, em nome da UE, empréstimos até 750 mil milhões de euros a preços de 2018, cerca de 800 mil milhões a preços correntes.

A+ / A-

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse esta terça-feira que Bruxelas “está pronta” para desembolsar o pré-financiamento das primeiras verbas de recuperação pós-crise da Covid-19 e anteviu “dinheiro a fluir” para os países em julho.

“Estamos prontos para começar a desembolsar o pré-financiamento. Por outras palavras, os fundos começarão a fluir para os Estados-membros e para a nossa economia já em julho”, declarou a líder do executivo comunitário, falando por videoconferência no Fórum Económico de Bruxelas, organizado pela Comissão Europeia.

Recordando que o “NextGenerationEU” é “o maior pacote de recuperação na Europa desde o Plano Marshall”, Ursula von der Leyen assinalou que esta será uma ajuda aos países “sem precedentes e é precisamente o que a Europa precisa neste momento”.

“Estamos a remodelar o nosso continente para as próximas décadas”, com um impacto “muito tangível” de crescimento da economia europeia em 2%, precisou a responsável.

Para financiar a recuperação, a Comissão Europeia vai contrair, em nome da União Europeia (UE), empréstimos nos mercados de capitais até 750 mil milhões de euros a preços de 2018 - cerca de 800 mil milhões de euros a preços correntes. O que se traduz em cerca de 150 mil milhões de euros por ano, em média, entre meados de 2021 e 2026, fazendo da UE um dos principais emissores.

Planos da presidência de Portugal frustrados

Há duas semanas, a Comissão Europeia lançou a primeira e aquela que classificou como a “maior emissão de obrigações institucionais de sempre” na UE. Uma operação a 10 anos negociada com juros inferiores a 0,1% que permitiu angariar 20 mil milhões de euros nos mercados na para obter financiamento para a recuperação pós-pandemia.

“Foi um grande sucesso, sete vezes mais do que o número de subscritores”, observou, esta terça-feira, Ursula von der Leyen.

Ainda assim, segundo a líder da Comissão Europeia, “isto é apenas o começo”. Há ainda um “longo e excitante caminho” rumo à recuperação.

Portugal, que foi o primeiro Estado-membro a entregar formalmente em Bruxelas o seu Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foi também o primeiro a ter aval da Comissão Europeia, em meados deste mês.

Com este aval, dado numa altura em que Portugal presidia ao Conselho da UE, a ambição portuguesa era que fosse possível adotar os primeiros planos pelos 27 ainda durante a sua presidência, até final de junho.

Porém, isso já não será possível. Essa tarefa caberá à presidência eslovena da UE, no segundo semestre deste ano.

Planos para o PRR português


O PRR português prevê projetos de 16,6 mil milhões de euros, dos quais 13,9 mil milhões de euros dizem respeito a subvenções a fundo perdido.

Depois da aprovação por Bruxelas, o Conselho dispõe de mais quatro semanas para aprovar os planos por maioria qualificada.

Após a Comissão e o Conselho aprovarem as reformas e investimentos previstos, há um desembolso inicial de 13%.

As verbas vão financiar o Mecanismo de Recuperação e Resiliência, avaliado em 672,5 mil milhões de euros (a preços de 2018) e elemento central do “Next Generation EU”, o fundo de 750 mil milhões de euros aprovado pelos líderes europeus em julho de 2020 para a recuperação económica da UE da crise provocada pela pandemia da Covid-19.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+