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Os portugueses a caminho dos Jogos Olímpicos

João Almeida. Conseguir um diploma olímpico "seria extraordinário"

20 jul, 2021 - 06:30 • Carlos Calaveiras

Estreante vai lutar por um lugar no "top-8", mas avisa que o percurso das duas provas é complicado. Espera conseguir estar "no sítio certo à hora certa".

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O ciclista João Almeida, de 22 anos, vai estrear-se nos Jogos Olímpicos. Está ansioso, mas entusiasmado e acredita num bom resultado porque garante estar bem preparado.

Em entrevista à Renascença, Almeida diz que vai tentar estar “no sítio certo à hora certa”. Ficar nos oito primeiros “seria extraordinário”.

Em Tóquio, o atleta vai participar quer na prova em linha quer no contrarrelógio. São percursos difíceis e longos, para trepadores, mas “jet lag” vão ter os portugueses que quiserem assistir, porque a prova de mais de 200 quilómetros começa às 3h00. A corrida de estrada vai decorrer a 24 de julho e o contrarrelógio, a 28.

Primeiros Jogos Olímpicos, o maior evento desportivo mundial. Qual é a sensação?

À medida que nos aproximamos, o entusiasmo aumenta, a ansiedade também e mal posso esperar por correr no percurso. A vontade é muita. É indescritível, ainda não cheguei e já não tenho palavras.

Seguramente, já estudaram o percurso. Como vai ser?

Já vi o percurso. É muito difícil, sem dúvida, mas só quando treinar lá vou ter as verdadeiras sensações e chegar a uma conclusão. Vai ser uma corrida muito dura. É mais ou menos uma clássica, uma Liège – Bastogne – Liège, mas mais dura ainda. É, sem dúvida, para corredores fortes, que subam bem.

E o contrarrelógio?

A parte final é igual à prova em linha. Vai ser um contrarrelógio bastante duro, longo, de 48 quilómetros. Vai ser uma grande experiência e vou dar o meu melhor.

Vai correr juntamente com o Nélson Oliveira na seleção. Vai haver alguma estratégia especial?

Só com dois corredores não há grande estratégia. Tanto eu como o Nélson somos corredores inteligentes, sabemos correr bem taticamente e, sem dúvida, como temos desvantagem numérica - somos só dois e há seleções com cinco -, temos de fazer as movimentações corretas. Vamos fazer a nossa corrida, obviamente juntos, e estar no sítio certo à hora certa.

Em que ponto de forma estão? Se compararmos com a Volta a Itália, por exemplo?

A forma é tão boa como durante a Volta a Itália, diria. Sem correr não há forma de ter 100% de certeza, mas tenho feito um treino muito bom e com indicadores bastante bons.

Fizeram treino específico de adaptação à temperatura e à humidade no Japão. Qual foi a sensação?

Tem sido bastante desafiante, muito duro, uma hora de treino [no Instituto de Aerodinâmica em Coimbra] lá dentro, mas em condições extremas, mas a ideia é ficarmos mais fortes para a adaptação [à temperatura e humidade] e não sentirmos dificuldades de adaptação.

E apostas para o resultado final? "Top-20", "top-10", medalhas?...

Para mim, "top-10" seria uma vitória, ficaria muito contente. O diploma olímpico [até ao oitavo lugar] seria extraordinário na minha primeira participação com um pelotão muito forte e atletas de excelência.

Quem são os favoritos para a prova?

Acho que o [belga] Remco Evenepoel é um dos maiores adversários. Somos colegas de equipa [na Deceuninck-Quick Step], temos uma boa relação, mas, neste caso, vamos estar a correr por diferentes países, diferentes equipas. Mas se ele ganhar, obviamente, fico contente.

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