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Este verão descubra o caminho para Montemor-o-Novo

Ana Marta Domingues


Esteja onde estiver, este Verão descubra como chegar a Montemor-o-Novo. Não há como perder-se e vai descobrir, entre o montado alentejano e milénios de história, preciosidades únicas do nosso património. Tudo para saborear sem pressas.

“Caminhos há muitos por aqui e todos vão a Montemor”, José Saramago.


Faça-se ao caminho:

Não há como perder-se para visitar o concelho, siga todas as indicações a partir daqui e saiba como chegar.

O concelho de Montemor-o-Novo estende-se por cerca de 1200 km2, com uma importante área de montado a marcar a paisagem. A importante mancha florestal da região alberga uma diversidade considerável de fauna e de flora, colocando-a na preciosa rede de paisagens protegidas do país, a Rede Natura 2000. O verde e a beleza da paisagem é interrompida apenas por um vasto património cultural herdado ao longo de milhares de anos. A sua história deu origem a uma identidade cultural singular. Vai descobri-la nas construções, na arte, na gastronomia, nos falares e cantares, nos modos de produção, nos saberes, nas crenças populares e muito mais!

Viver Montemor-o-Novo:

Viver Montemor é perceber que aqui o tempo passa com vagar, num ritmo que inebria os sentidos pelo calor humano das pessoas, pelo silêncio feito de tranquilidade ou pela sua intensa vida cultural feita de música, desporto, gastronomia, teatro, dança, etnografia e muito mais.

Dos vestígios megalíticos ao património religioso, do património natural às inúmeras manifestações tradicionais que integram o concelho, Montemor-o-Novo é sobretudo um lugar para viver e sentir.


Locais e património a visitar:

Quando estiver mesmo a chegar a Montemor-o-Novo vai começar por ver ao longe a torre do Relógio, no Castelo. Símbolo da cidade, foi construída no século XIII, durante o reinado de D. Dinis. Esta Torre vigiava a porta da Vila numa das maiores cercas do reino, com quase dois quilómetros de perímetro.

O conjunto monumental que compõe o Castelo de Montemor-o-Novo, berço da cidade, vale bem a sua primeira visita. Se está a preparar a viagem, descubra como o trabalho de investigação arqueológica e histórica desenvolvido nos últimos anos tem permitido aprofundar o conhecimento sobre o recinto do castelo de Montemor. Pode conhecê-la aqui.

Mas visitar Montemor é também descer, a partir do castelo, a encosta que leva até ao Centro Histórico. Um passeio atento pelo centro histórico de Montemor-o-Novo é entrar numa complexa rede de ruas, escadas, patamares e pequenos largos; é descobrir ruas que mantêm a estrutura medieval; é encontrar singularidades arquitetónicas, em especial vestígios de arte manuelina; é deslumbrar-se com o património religioso, com os palácios setecentistas, com a força da presença conventual e os trabalhos de azulejaria e de pintura mural. A Igreja Matriz, construída no local onde nasceu São João de Deus, é um dos templos da cidade com maior interesse artístico e espiritual.

Dos vestígios mais antigos que encontramos nesta paisagem destaca-se a Gruta do Escoural. A Gruta do Escoural foi descoberta em 1963, permitindo, pela primeira vez em Portugal, a identificação de vestígios de arte rupestre paleolítica. Neste local, e nas suas proximidades, foram identificados indícios de antigas populações que aqui habitaram, desde há cerca de 50000 anos. A gruta é constituída por múltiplas galerias onde se observam pinturas e gravuras rupestres e de onde é proveniente um espólio arqueológico de reconhecido valor, pelo largo âmbito cronológico, pela sua diversidade e raridade. As peças que constituem este espólio encontram-se atualmente no Centro Interpretativo da Gruta do Escoural, no Museu de Arqueologia de Montemor-o-Novo e no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa.

O núcleo museológico do Convento de São Domingos, guardado pelo Grupo de Amigos de Montemor-o-Novo, junto ao Museu de Arqueologia, inclui salas de olaria, arte sacra, etnografia e tauromaquia. Vale a pena visitá-lo.

Os monumentos megalíticos, antas e menires, erigidos entre o VI e o III milénio a.C., são também uma presença marcante na paisagem do concelho. Monumentos de culto, funerários no caso das antas, atravessaram os tempos e são também, noutras épocas, abrigos de pastores e malteses e cenário de lendas onde existem mouros e túneis que vão dar a lugares mágicos. De um total de cerca de cinco centenas de sítios inventariados na Carta Arqueológica do concelho de Montemor-o-Novo, registam-se 222 monumentos megalíticos. O impressionante legado, com seis mil anos, justifica o reconhecimento internacional deste território como um dos mais ricos em cultura megalítica. Um dos monumentos mais curiosos é a Anta Capela de Nossa Senhora do Livramento. Trata-se de uma anta que, no século XVII foi acrescentada e transformada em capela com a invocação de Nossa Senhora do Livramento.

As freguesias e capelas rurais, pela proteção e espiritualidade que ofereciam, constituíam, desde a idade média, um local privilegiado de povoamento. Algumas das ermidas rurais de Montemor-o-Novo têm origens medievais como é o caso de São Mateus referenciada em documentos do século XIV. São Gens, Santo Aleixo, Safira, São Mateus, Santa Sofia, São Luis da Mogueira, São Geraldo, Nossa Senhora da Purificação da Represa, Santa Margarida, entre muitas outras capelas eram inclusivamente sedes de paróquias e freguesias rurais, com aglomerados populacionais associados, de alguma importância, que se uniam em torno da sua igreja. Muitas destas ermidas são ainda usadas e protegidas pelas populações que lhes estão próximas. Em alguns casos, organizam-se as festas em honra do santo padroeiro, como em São Luis ou em Santa Margarida.

Na cidade, merece particular destaque a Ermida de Nossa Senhora da Visitação, um dos locais mais visitados e venerados de Montemor-o-Novo. A vista para o castelo permite distinguir a evolução cronológica da cidade, de sul para norte, começando dentro de muralhas, estendendo-se pela colina e ocupando todo o espaço até à ermida que outrora se encontrava isolada.

O culto a este local persiste há mais de 500 anos. As festas em honra de Nossa Senhora da Visitação celebram-se desde essa altura, revelando-se das manifestações religiosas mais populares e de maior longevidade do concelho de Montemor-o-Novo.

São feitas várias oferendas à Ermida. Na sacristia, que merece ser visitada, encontra-se exposta uma coleção de cerca de duas centenas de ex-votos, compreendendo retábulos pintados, fotografias, partes de corpo em cera, fitas e uma jiboia e um jacaré embalsamados.


Artesanato e Gastronomia:

Montemor-o-Novo tem uma forte tradição na produção de artesanato, como é o caso dos objetos em madeira e cortiça, da cestaria em vime, do mobiliário pintado, da correaria, dos trabalhos em pele e couro e da trapologia.

Mas se há alguma coisa que lhe vai prender a atenção e os sentidos, para além da beleza do artesanato que poderá até levar para casa, é a gastronomia! Em Montemor-o-Novo, a alimentação está ainda intimamente ligada à paisagem de montado, da qual se retiram os produtos criados de forma não intensiva, ao ritmo natural do que a terra oferece.


Produtos como as carnes de borrego, porco, vitela, peru, vinho, azeite, queijo, ervas aromáticas, pão, mel, caça, espargos, cogumelos, entre outras, têm o sabor único da terra que os alimenta e das mãos que os transformam.

A gastronomia montemorense enquadra-se dentro da cozinha tradicional alentejana, uma cozinha simples, mas bastante apreciada.

Nos inúmeros restaurantes do concelho de Montemor-o-Novo, o visitante poderá provar excelentes iguarias, tais como: Migas de Espargos, Ensopado de Borrego, Cozido à Alentejana, Sopa de Cação ou Limado de Cação, Pezinhos de Porco de Coentrada, Vitela Tradicional do Montado, Porco Preto do Montado, Batatas de Rebolão com Carne de Porco, Sopa de Tomate Alentejana e Açorda Alentejana.

São também de destacar alguns produtos tradicionais/ típicos de Montemor-o-Novo, como as Empadas de Galinha, as Queijadas de Requeijão ou “Cernelhas de Montemor”, os Licores de Poejo e Granito e os doces conventuais, na sua maioria provenientes do livro de receitas do Convento da Saudação, tais como Londrino, os Cacetes da Torre e o Pudim de Soror Helena.

Se está com água na boca só tem mesmo que se fazer ao caminho. Saiba onde comer e onde ficar, prepare todas as suas visitas.


Para fazer a digestão ou apreciar bem a paisagem com um pic-nic, siga alguns dos percursos sugeridos pelo município.

Passeios, percursos e caminhadas:


- Roteiro Literário Levantado do Chão

“caminhos há muitos por aqui e todos vão a Montemor”, escreveu José Saramago, das páginas do seu livro Levantado do Chão saiu este Roteiro que interliga os concelhos de Montemor-o-Novo, Évora e Lisboa, através de um conjunto de percursos rodoviários (238 km) e pedestres (8 km), onde pode experimentar fazer não só os episódios mais marcantes da obra Levantado do Chão como os vários caminhos percorridos em Lavre pelo Nobel da Literatura, José Saramago.

Descubra como personalizar o seu percurso através da App e do Portal, onde pode anexar vários pontos da oferta turística do concelho.

- Sítio de Cabrela

Percurso circular que permite conhecer a área proposta para integrar a Rede Natura 2000 na área do concelho (Sítio de Cabrela).

Tem início / fim na vila de Cabrela e desenvolve-se em caminhos rurais e não apresenta dificuldade elevada. O percurso tem uma extensão 9,2 quilómetros sem declives muito acentuados e com um piso geralmente seguro.

- MMN PR4 “Olivais e Montados de Montemor”

Estamos na presença de um verdadeiro percurso rural, pleno de autenticidade, onde se encontram os grandes valores da produção agrícola do Alentejo. Sem desníveis acentuados, somos brindados com cenários de verde e calma através de caminhos rurais de fácil acesso que terminam numa ecopista que reutiliza a parte final da abandonada linha comboio. É um percurso circular de 14-15km.

Para mais informações visite o site.

- Ecopista do Montado:

Troço do antigo ramal ferroviário de Montemor-o-Novo, que funcionou entre 1909 e 1988, assegurando a ligação entre Montemor-o-Novo e a Torre da Gadanha, local onde passava a linha do sul. Quase duas décadas após o encerramento da linha foram removidos os carris para converter este troço de 13 km em ecopista, inaugurada em 2009. A antiga ponte de caminho de ferro sobre o rio Almansor, os edifícios das antigas estações, apeadeiros e passagens de nível, bem como outros elementos do património ferroviário integram o percurso. É um percurso Linear de 13km.

- Lavre: “Da Vila à Ponte Velha”

Trata-se de um caminho circular de 7.2km. Veja aqui o Percurso Pedestre – Da Vila à Ponte Velha | União de Freguesias de Cortiçadas de Lavre e Lavre


Preparar e Marcar Visitas:


Centro de Etnologia – Museu Local

Largo Professor Doutor Banha de Andrade

E-mail: centromuseulocal@hotmail.com;

Tel: 266 877 010; 936 768 744

Mediante marcação prévia de visitas.

Espaço museológico de etnografia do mundo rural do concelho de Montemor-o-Novo, surgiu da vontade de alguns grupos de folclore locais em reunir, num único espaço e com boas condições de conservação, o seu espólio material e imaterial com o objetivo de que este possa ser dado a conhecer à comunidade e aos visitantes, contribuindo assim para a preservação e valorização da identidade local.

Centro Interpretativo da Gruta do Escoural

Rua Dr. Magalhães de Lima, 48; 7050-555 Santiago do Escoural

T: 266 857 000/T: 266 769 800

Verão: 09h30m-13h00m e 14h.30m-18h; Inverno: 09h-13h e 14h-17h.00m

Espaço com uma pequena exposição arqueológica de introdução à visita da Gruta do Escoural (com vestígios de arte rupestre paleolítica), tutelado pela Direção Regional de Cultura do Alentejo.

Visitas: Por razões de segurança e conservação, as visitas à Gruta do Escoural estão sujeitas a diversas restrições e condicionantes. A Gruta do Escoural pode ser visitada EXCLUSIVAMENTE mediante MARCAÇÃO PRÉVIA no Centro Interpretativo do Escoural, preferencialmente com uma antecedência igual ou superior a 24 horas. As visitas realizam-se de TERÇA-FEIRA a SÁBADO, exceto aos feriados. As visitas de grupo não podem exceder o número máximo de 10 pessoas. Visita da manhã às 10h30m / Visita da tarde às 14h30m.

Centro Interpretativo do Castelo de Montemor-o-Novo

Castelo de Montemor-o-Novo

T: 266 898 103

Outubro a Março: 9h00 - 12h30 e 14h00 - 17h30; Abril a Setembro: 10h00 - 13h00 e 14h30 - 18h30; Encerra à 2ª feira

Instalado na antiga igreja de S. Tiago (séc. XIV), o Centro Interpretativo do Castelo é uma infraestrutura municipal que mostra aspetos da história e evolução de Montemor, desde a antiguidade, através de uma exposição permanente e exposições temporárias. Poderá ainda observar as pinturas murais dos sécs. XVII e XVIII, pré-existentes na Igreja.

Ermida de N. Sra. da Visitação

Sábado a 5ª feira – 9h00 – 18h30; 6ª feira – 9h00 – 18h00 (encerra à 4ª feira)

Ermida do séc. XVI de estilo manuelino-mudéjar, no interior possui painéis de azulejos do séc. XVIII alusivos à vida de Maria. Na sacristia, encontra-se uma coleção de cerca de duas centenas de ex-votos – retábulos pintados, fotografias, partes do corpo em cera, fitas e dois animais embalsamados (uma jiboia e um jacaré) – sendo o mais antigo de 1799.

Núcleo de Interpretação Ambiental do Sítio de Cabrela e Monfurado

Antiga Escola Primária - Baldios, acessível a partir da EN 253 (Montemor-o-Novo a Alcácer)

T: 266 898 100

Mediante prévia marcação de visitas.

O Núcleo de Interpretação Ambiental foi inaugurado, pelo Município de Montemor-o-Novo, no Dia Mundial de Turismo de 2002. Tem por objetivo acolher visitantes e fornecer informação sobre habitats e espécies existentes nos Sítios de Cabrela e Monfurado (Sítios de Importância Comunitária propostos para integrar a Rede Natura 2000).

Conheça ainda...

A cebola roxa de Montemor-o-Novo:

A Cebola Roxa de Montemor-o-Novo é uma variedade local e antiga, que tem marcado presença na tradicional Feira da Luz desde tempos imemoriais. Com uma cor roxa-avermelhada, marca a diferença em relação à cebola roxa comum, por ser uma cebola serôdia (tardia), com um bom prazo de conservação e um sabor especialmente suave. Esta variedade tradicional do concelho tem sido mantida por alguns produtores que, reconhecendo o seu valor e distinção, se instituíram como guardiões deste produto. No entanto, nos últimos anos, este património tem estado ameaçado por falta de reconhecimento das suas qualidades excecionais. Para salvaguardar este património genético e promover a sua valorização e produção, foi criada a marca Cebola Roxa de Montemor-o-Novo, sendo que em setembro de 2021 já poderá voltar a ver as réstias da preciosa cebola no Mercado Municipal e comércio local.

Esteja atento à cebola roxa de Montemor, porque ela veio para ficar, e em lagrimas ficará quem não a comprar!


A Semana da Bolota:

A Semana da Bolota é uma celebração do Montado e da bolota com a partilha de sabores e de saberes. Este evento que tem como objetivo promover e divulgar o consumo da bolota, produto benéfico para a saúde humana e simultaneamente promover o concelho de Montemor-o-Novo e o seu património gastronómico cultural e natural. Após um interregno em 2021 a 6.ª Edição da Semana da Bolota voltará em 2022, sendo que até lá continue a saborear os produtos confecionados com bolota que os agentes económicos locais preparam para si e passeie pelo Montado.

Esta iniciativa é desenvolvida no âmbito do programa “Sabor das Estações”, que promove os produtos alimentares do concelho e o seu consumo, as empresas e também sensibiliza e fomenta uma alimentação mais saudável aliando a divulgação dos produtos e o seu consumo a uma componente didática e lúdica dirigida a todas as faixas etárias da população, programando um conjunto variado de ações, que vão desde atividades de culinária a passeios, workshops, formação, showcooking, feiras, gastronomia temática.


Sites oficiais:

Município de Montemor-o-Novo: https://www.cm-montemornovo.pt/

Mor Base: https://montemorbase.com/

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